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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Homônimo

Diante da morte a vida é mandatória
A possibilidade de um fim, quiçá súbito,
Creio, faz da respiração uma atividade benta

Jazer em vida exige certo querer ser ditoso,
Coisa insuficiente...Ponderada e assolada pela indigência
De ser apenas o que os seguintes cobiçam de nós.
Ante a possibilidade do riso, o amor se deriva.
O abatido que persiste em não ser, não ama:
Não ama primeiramente a si.
E se conduz como quem sublima o medíocre
Tergiversa a racionalidade do juízo, que agasalha o corpo de auguras.
Deste modo a fortuna é reduzida a engano, engodo: coisa.
A vivência é ditada, não há liberdade em períodos de não encanto.
De modo impetuoso a convenção sobrepuja a genuinidade...
Eis que a poesia é ameaçada pela queima de calorias,
Os sorrisos são inventados e a paixão convalesce.
Diante da morte a vida é unívoca;
Homonímia: Tornam-se sinônimos.

...
Luiz Felipe Angulo Filho

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

De viver sem problema

Não se abre mão, para uma boa vida
De uma poesia adequada, de boa linhagem
Vêem-se quais são os lamentos,
E ao invés de final, se altera a linguagem!

De romance feliz, para uma vida boa,
Não se ignora:
Faz-se choramingar de alegria,
E se houver rebeldia, o conto se aflora.

Para vida ser boa,
Bonito é ser da beleza!
Acordar dia-a-dia disposto,
Até espantar a tristeza.

Feliz de quem conseguir,
Seguir no caminho com muito poema:
Quando o coração se permite,
A se dar o convite de viver sem problema.
Luiz Felipe Angulo Filho

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Soneto à Daniela

Quanta tristeza eu não tenho
Minha avenida de flores
Quanta pobreza que vejo
Aos que rejeitam amores

Quanta doçura a poesia
Trazes a vista do mundo
Quanta beleza, harmonia,
Pelos sonetos noturnos

Que alegria tenho eu
Poeta médio... Singela
A inspiração que escreveu

Linhas que, sim, se revela
O estro que enfim me deu
De ser poeta só dela
.
Luiz Felipe Angulo Filho

segunda-feira, 21 de junho de 2010

A morte do jugulo das fúcsias

Que pretensioso é o sujeito que se culpa pela autoria de um desacerto...
Só Deus, e veja quem, possa se dar a chateza do hábito da prudência
Os equívocos vêm-nos para que a vereda seja crescida,
Receba ajustamentos e nas próximas linhas não discorde repetidamente:
Mas se o for? Que mal o tem? Que mal?
...

A moléstia está na flagelação desmedida de destratar-se a si próprio por ter sido humano;
Está, a moléstia, quiçá no pranto, que obstrui a passagem da respiração que deveria abranger aos pulmões
Os imprecisos estão nas noites que não se repousa por não haver arranjo, pois houve o erro.
Ah... O erro! A imperdoável cinca que cometera...
Somente um errôneo é ajustado a caminhar a esmo,
Todos os demais não sentem a friagem, são imaculados e inatingíveis.
Sempre outrem, jamais oportunamente eu:
Eu desacerto, obstruo o acesso de meu hálito e passo agonias em camas macias.
...
Tudo, por ter sido de origem humana.
Não há sequer um acerto que eventualmente tivera o fulano cometido que podes sobrepujar a falha, a bobagem que para outro jogral ganha reforços.
Talvez não houvesse o desacerto se não houvesse a estupidez!
A improbidade do outro ser humano que lhe mira as unhas, como quem deseja que haja sofrimento de sangue para o autor da inadvertência.
E o errante, põe-se a falecer sufocado...
Lavado de lágrimas e morto de não se consentir repousar para o confinante e inevitável próximo descuido.
...
Luiz Felipe Angulo Filho